A SOCIEDADE AFLUENTE ORIGINAL - Feat Sahlins



Introdução:

Através do estudo das pesquisas publicadas ao longo da história por grandes estudiosos com enorme relevância, que de forma dialética sobrepõe suas hipóteses em uma análise crítica. Caçadores coletores passavam por todo tipo de dificuldade em níveis que na prática para seres humanos modernos seria impossível imaginar viver na pratica, e mesmo assim tinham todas as suas necessidades atendidas, toda essas possíveis descobertas a se transformam numa crítica a modernidade.

O sistema industrial e o mercado instituem a pobreza, e deve se afastar dos antigos paradigmas que tem objetivo de fundamentar todas as respostas a respeito de nossa espécie ligando a coisas inatas, ou seja, algo que é inteligível como no caso das igrejas, outra característica dos colonizadores era de explicar através da ciência seus motivos de escravizar um semelhante colocando em pratica o conceito de “raça”, também o sexismo e a divisão da sociedade em classes.

 

Os povos mais primitivos do mundo têm poucas posses, mas não são pobres. A pobreza não consiste em uma determinada quantidade reduzida de bens, nem é apenas uma relação entre meio e fins; acima de tudo, é uma relação entre pessoas. A pobreza é um status social. Como tal é uma invenção da civilização.

                                                                            Sahlins , p146

 

Os salários são baixos e o proletário tem baixo poder de compra ficando assim privado de ter sequer o básico para sua sobrevivência. Foi construído um idealismo chamado meritocracia, que nega o processo histórico colonial e não compartilha de uma visão holística de nossa sociedade como um todo.

 

O consumo é uma tragédia dupla: o que começa na insuficiência terminará em privação. Mobilizando uma divisão internacional do trabalho.

                                                                              Sahlins , p 109

 

Os grandes avanços da tecnologia quando usado em prol da antropologia e da arqueologia aos poucos desenham uma hipotética linha do tempo remontando até os tempos de Beringia, onde sobreviventes dos povos coletores deslocados por toda América deixaram fragmentos diversos encontrados de ossos, pedra, pele usados como ferramentas. Sua alimentação que era de acordo com a localidade e clima sendo esse o período apresentado com cerca de 13.500 A/P até nossa era contemporânea onde os paradigmas das ciências estão voltados para acumulação e reprodução de capital, explorando as classes inferiores.

Muitas informações poderiam ter sido adulteradas pela necessidade da igreja de relacionar a cosmovisão dos povos originários com as escritas sagradas da igreja católica.

 

 

Considerando casa trabalhador adulto, isso equivale a cerca de dois dias e meio de trabalho por semana. (em outras palavras, cada indivíduo produtivo sustentava a si próprio e seus dependentes, e ainda dispunha de 3,5 a 5 dias livres para outras atividades) O dia de trabalho dos dobe durava cerca de seis horas.                                                                                                      

                                                                              Sahlins , p 129

 

 

Alguns lugares com abundante vegetação e alimentos variados, além de serem livres do consumismo para além da sua alimentação e água, divisão de trabalho simples os caçadores coletores viviam como nômades viajando ao longo das estações usando apenas algumas ferramentas feitas a partir de sua sabedoria tradicional resistente.

Na sociedade atual, mesmo com toda tecnologia e inovação as pessoas vivem na miséria, devemos buscar alternativas usando das epistemologias existentes acrescentando tudo que foi deixado de lado pelos colonizadores como nossas especificidades e características únicas de nossa região para poder assim criar a nossa Revolução brasileira.

                                                                                                                                                                

 

 

Sem dúvida os caçadores levantam acampamento porque os recursos alimentares nos arredores tornam-se escassos. Entretanto, ver nesse nomadismo uma simples fuga da fome apreende apenas metade da questão, ignora-se a possibilidade de que as expectativas das pessoas a respeito de campos mais verdejantes alhures geralmente não são frustradas

                                                                               Sahlins , p 136

                    

 

 

BIBLIOGRAFIA:

SAHLINS, Marshall - A Sociedade afluente original. In Cultura na prática.

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